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Psicologia Organizacional: qual é o papel do psicólogo nas empresas

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta mais de 320 milhões de pessoas no mundo. Outras 260 milhões apresentam transtornos de ansiedade.

Diante de números tão expressivos, a entidade fez um apelo global pedindo que empresas e empregadores se engajem na luta contra doenças relacionadas à saúde mental. Uma maneira de fazer isso é pela psicologia organizacional.

O ritmo acelerado e exigente do mercado contribui para que cada vez mais trabalhadores brasileiros sejam
diagnosticados com depressão
.

No país, 75 mil pessoas foram afastadas do trabalho pela doença apenas em 2016. No ano seguinte, 37,8% de todas as licenças-médicas apresentadas ao INSS tinha como motivo transtorno depressivo.

Em contraponto, o desemprego que já atinge 13 milhões de pessoas também surge como um fator para transtornos depressivos. Até 2020, na estimativa da OMS, a doença será a razão principal de afastamento do trabalho no mundo.

O Brasil é o campeão no número de casos de depressão na América Latina. Por isso, cabe às empresas o alerta para agirem ativamente no combate ao problema. Psicólogos e equipes da área de gestão de pessoas têm papel fundamental nesse tipo de ação.

Eles podem atuar tanto no diagnóstico de problemas quanto na criação de melhores práticas. É fundamental que esse time pense em iniciativas para promover o bem-estar físico e psicológico de colaboradores no ambiente de trabalho.

Interesse na prevenção

O impacto da depressão na economia mundial é de aproximadamente 1 trilhão de dólares por ano. Ainda de acordo com a OMS, existem 23 milhões de pessoas sofrendo com transtornos mentais e que necessitam de algum atendimento em saúde.

Em entrevista ao jornal A Tarde, o conselheiro da Aliança para Saúde Ocupacional (Asap) Luiz Carlos Silveira Monteiro enfatizou a importância de investir na saúde dos trabalhadores e suas famílias:

É preciso ir além dos gastos com plano de saúde. As corporações precisam mudar paradigmas, abandonar a cultura da assistência ao trabalhador centrada na doença para investir no estímulo à saúde.

Diante disso, a psicologia organizacional surge como uma importante aliada de trabalhadores e empresas.

Investir na área e em diagnósticos precisos do clima organizacional pode funcionar como ponto de partida. Depois, cabe aos profissionais de saúde envolvidos no processo atuar na prevenção e encaminhamento dos casos depressivos.

Papel do psicólogo

Criar um ambiente corporativo agradável e harmonioso é o grande objetivo da área de psicologia organizacional.

Para isso, é preciso investir em ações preventivas e na solução de problemas. E necessário conhecer a realidade do funcionário para compreender seus limites e desafios.

Assim, o papel do psicólogo organizacional é promover:

  • o respeito;
  • a boa relação entre funcionários e superiores;
  • o acolhimento do indivíduo pelo grupo;
  • a competitividade por uma ótica saudável;
  • a ética profissional.

A importância dos profissionais da saúde no combate e na prevenção do adoecimento psíquico nas organizações é grande. O psicólogo comportamental deve participar de todas as etapas da carreira do trabalhador: desde a entrada da empresa até o eventual desligamento.

Dessa maneira, o trabalho está ligado à área de gestão de pessoas como um todo e vai muito além da etapa de recrutamento e seleção.

Também cabe ao psicólogo organizacional:

  • aplicar testes, acompanhar e treinar equipes;
  • analisar a compatibilidade das funções aos cargos propostos;
  • avaliar o desempenho de diferentes setores e estimular a promoção da saúde e do bem-estar individual;
  • zelar pela saúde física e psicológica do trabalhador – diariamente.

Diversas formas de conflito podem ocorrer dentro de empresas. É fundamental que o profissional da saúde fique atento às diferentes formas de assédio e violência psicológica que podem ocorrer.

Isso inclui desde a presença de chefes autoritários e despreparados até a influência negativa de colegas de equipe agressivos verbal e emocionalmente.

Contar com equipes diversificadas é importante, pois garante que a prática de gestão siga alinhada ao bem-estar individual.

A presença de especialistas de áreas técnicas, administrativas e comportamentais é a melhor forma de evitar um ambiente insalubre ou perigoso.