O MAIOR ECOSSISTEMA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE DO BRASIL

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Biossegurança na enfermagem: importância na rotina

A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos que possam comprometer a saúde do homem, dos animais e do meio ambiente.

No Brasil, a regulamentação relacionada a biossegurança teve início em 1995, com a criação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança. Atualmente, essa instituição orienta as práticas de controle de infecção hospitalar e define medidas de segurança em relação à exposição a microrganismos em diversos espaços institucionais de saúde, biotérios e laboratórios de ensino e de pesquisa.

A biossegurança se concentra especificamente nos riscos biológicos, que envolvem o contato com agentes patógenos, isto é, organismos capazes de causar infecções em seu estado ativo. Diante desses riscos relacionados a agentes patogênicos, a biossegurança propõe uma variedade de medidas destinadas a criar barreiras contra a transmissão ou propagação desses agentes.

Entre os critérios adotados pela biossegurança para estabelecer essas barreiras protetoras, destacam-se o uso de Procedimentos Operacionais Padrão (POP's), Equipamentos de Proteção Individual (EPI's) e diretrizes para o descarte apropriado de objetos perfurocortantes e/ou contaminados. Além disso, enfatiza-se uma abordagem educacional abrangente em relação a todas essas áreas, visando promover uma cultura de segurança eficaz.

Além dos critérios de abordagem mencionados anteriormente, a biossegurança também classifica os agentes patogênicos para uma gestão adequada das circunstâncias que os envolvem. Isso é feito levando em consideração o nível de periculosidade do agente, sua capacidade de transmissão e a disponibilidade de tratamentos eficazes para a infecção que ele causa. Essa classificação permite uma avaliação mais precisa dos riscos associados a cada agente e orienta a implementação de medidas de biossegurança proporcionais ao grau de ameaça apresentado.

A biossegurança está nos currículos dos cursos de nível técnico e de graduação da área da enfermagem. Dessa forma, todos os profissionais de enfermagem possuem conhecimentos sólidos sobre os princípios que regem essa área, reconhecendo a importância das condições adequadas de infraestrutura, equipamentos e materiais tanto no ensino quanto na prática.

Pesquisas recentes revelam um alto índice de acidentes de trabalho no ambiente hospitalar, afetando especialmente os profissionais de enfermagem. Isso se deve ao contato direto que esses profissionais têm com pacientes infectados, objetos cortantes contaminados e fluidos corporais, destacando a necessidade crucial da aplicação de normas de segurança.

A rotina de trabalho em hospitais e clínicas envolve práticas e circunstâncias que, se negligenciadas, podem resultar em consequências graves e irreparáveis para os profissionais de saúde. Portanto, é fundamental que medidas rigorosas de biossegurança sejam implementadas e seguidas de forma rigorosa para garantir a segurança e o bem-estar tanto dos profissionais quanto dos pacientes.

Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva

O agir profissional está intrinsecamente ligado a uma série de fatores, sendo um deles o compromisso com a saúde e segurança, tanto individual quanto coletiva, por meio do uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e Coletiva (EPCs). A recusa em utilizar esses equipamentos pode aumentar significativamente os riscos de acidentes no ambiente de trabalho.

No contexto dos profissionais de saúde, especialmente os da enfermagem, equipamentos como luvas, máscaras, óculos, toucas e botas de proteção desempenham um papel crucial. Isso ocorre porque esses profissionais estão expostos diariamente a uma variedade de fatores de risco, incluindo riscos biológicos, químicos e físicos.

Como parte integrante de sua rotina de trabalho, os profissionais de enfermagem frequentemente lidam com situações que envolvem bactérias, vírus, fluidos corporais, sangue, materiais cortantes e descartados, entre outros. Portanto, é fundamental que eles utilizem esses equipamentos de proteção de forma adequada e consistente para reduzir o risco de exposição a esses perigos.

É crucial considerar a atenção ao uso inadequado dos equipamentos de proteção individual (EPIs), pois isso pode resultar na ineficácia desses dispositivos. A má utilização está diretamente ligada à ineficiência dos EPIs, o que, combinado com a falta de organização e informações incorretas sobre segurança e proteção dos profissionais, destaca a necessidade urgente de ações educativas sobre o uso dos equipamentos de segurança no trabalho.

Além do uso correto dos EPIs, é essencial fornecer treinamento à equipe para lidar com patógenos infecciosos e situações de surtos de doenças. Isso sugere a necessidade de reestruturar as rotinas de serviço e implementar monitoramento regular dos profissionais de saúde, incluindo testagem quando apropriado.

Garantir o acesso a EPIs em quantidade suficiente e de boa qualidade é essencial para promover uma prática segura, além de ser um direito dos profissionais de saúde garantido por lei. Portanto, as instituições de saúde devem oferecer condições adequadas aos seus trabalhadores, não apenas fornecendo os materiais necessários, mas também oferecendo treinamento contínuo sobre a importância do uso adequado, remoção e descarte correto dos EPIs. Essas medidas são fundamentais para proteger a saúde e a segurança dos profissionais de saúde e, por sua vez, a segurança dos pacientes e da comunidade em geral.

Principais EPIs para a enfermagem

  1. Luvas
  2. Máscara
  3. Sapato fechado e impermeável
  4. Avenatal
  5. Óculos
  6. Touca

Principais EPCs para a enfermagem

  1. Caixa para descarte de perfurocortantes
  2. Cabine de exaustão química
  3. Dsipositivos de pipetagem

Norma Regulamentadora n°32 – NR 32

A Norma Regulamentadora nº 32 é um conjunto de princípios e diretrizes destinados a garantir uma rotina segura nos serviços de saúde em geral. Seu principal objetivo é proteger os trabalhadores de saúde de diversos níveis contra os riscos presentes nesse ambiente de trabalho específico. Para alcançar esse objetivo, a norma estabelece respostas e procedimentos padrão para que os profissionais de saúde, ao realizar suas atividades laborais diárias, não sejam expostos a circunstâncias que possam colocar suas vidas em risco.

A importância da NR 32, portanto, reside na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho, além de assegurar condições adequadas para os profissionais que atuam em ambientes de risco, bem como enfermeiros, residentes e internos, zeladores, auxiliares de enfermagem, dentre outros.

Riscos envolvidos na NR32

  • Químico:
    é considerada a exposição a produtos com substâncias tóxicas ou gases que entrando em contato com o organismo humano ou a pele ocasiona sérios problemas.
  • Biológico:
    está relacionado a problemas com alergias, infecções, doenças autoimunes, podendo envolver a manipulação de seres vivos que causam essas doenças.
  • Físico:
    é a exposição à radiação ionizante, alto nível de ruído, questões de temperatura que possam prejudicar uma pessoa a médio e longo prazo.
  • Ergonômico:
    é a atividade exercida em postura inadequada ou pelo mau posicionamento de equipamento que possam ocasionar problemas mentais, cansaço físico ou demais alterações no corpo humano.
  • Por acidente:
    é o risco que afeta diretamente o trabalhador. Deficiência física causada por máquina em mau funcionamento, ferramentas inadequadas, incêndio ou explosões, estão entre os acidentes ocorridos e suas sequelas.

Principais medidas de biossegurança na área da saúde

  • Elaborar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs);
  • Fazer uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
  • Realizar o descarte adequado dos materiais e resíduos;
  • Adotar educação continuada para os profissionais.